O Ministério da Saúde participou, nesta quarta-feira, do 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrascão), durante o lançamento de dois marcos da Abrasco. Os eventos ocorreram em Brasília, no âmbito do congresso, com participação de representantes da pasta. As ações visam qualificar a formação em Saúde Coletiva e ampliar a intervenção política no SUS.
O primeiro anúncio foi o Primeiro Plano Diretor da Área de Política, Planejamento e Gestão em Saúde (PPGS). Elaborado ao longo de três anos, o plano envolveu pesquisadores, docentes, estudantes, gestores do SUS, trabalhadores, fóruns e movimentos sociais. O documento foca na formação, na produção científica e na capacidade de influenciar políticas públicas.
Em seguida, foi apresentado o lançamento da Rede Nacional de Trabalho e Educação na Saúde (RETES). A iniciativa busca produzir reflexões, incentivar pesquisas e apoiar políticas públicas para o setor. O MS ressalta a RETES como instrumento para enfrentar a fragmentação do cuidado e a precarização do trabalho no âmbito da saúde.
Rede Nacional de Trabalho e Educação na Saúde (RETES)
Jérsey Timóteo, secretário adjunto da Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do MS, destacou que a RETES representa um marco para consolidar uma agenda que fortaleça o SUS. A rede pretende, a partir de 2026, lançar uma plataforma colaborativa com temas como educação interprofissional, educação permanente, saúde digital e formação e provimento, incluindo o Mais Médicos.
A plataforma deverá reunir informações, bases de dados e sistemas de informação para apoiar pesquisas e orientar políticas públicas. O objetivo é promover o debate científico, organizar esforços de formação e alinhar práticas educacionais às demandas do setor. A iniciativa conta com apoio institucional do Ministério da Saúde.
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