O naufrágio da Nathan E Stewart ocorreu em 2016, quando um rebocador de bandeira americana encalhou em um recife na costa central da Colúmbia Britânica. O navio começou a vazar diesel após horas de esforço para liberar o casario, derramando cerca de 110 mil litros no estreito de Seaforth. A catástrofe provocou danos à área de caça tradicional Heiltsuk, levando a perdas econômicas e ambientais duradouras.
O episódio deixou uma recuperação longa e disputas por indenização. A comunidade Heiltsuk, de Bella Bella, ficou a apenas 10 milhas náuticas do local do encalhe e descreveu impactos continuados sobre áreas de colheita. A contaminação de sítios de manejo de mariscos perdurou, com consequências econômicas que se arrastaram por anos.
Contexto histórico
A área permanece sob uma proibição formal de navios-tanques na costa norte da Colúmbia Britânica desde 2019, criada em resposta ao risco de derramamento. A restrição tornou-se um pilar da política regional de proteção a ecossistemas marinhos sensíveis e comunidades costeiras.
Atual cenário político
Recentemente, Mark Carney expressou apoio a um gasoduto que transportaria petróleo para a Ásia, sinalizando possível flexibilização da moratória de transporte de petróleo e dos prazos regulatórios. Lideranças das Primeiras Nações resistem à retirada da proibição de navios-tanques, enviando mensagens de que o tema continua inalcançável para negociação.
Reação das lideranças locais
Coletivos das Primeiras Nações que atuam ao longo da costa central reiteraram posição contrária à quebra da proibição. Embora reconheçam a necessidade de desenvolvimento, pedem garantias de salvaguardas para o meio ambiente e para práticas culturais tradicionais associadas à caça e à coleta. O governo da Colúmbia Britânica afirma manter o diálogo, mas ressalta que a decisão envolve riscos ambientais e econômicos significativos.
Impactos e legado
A recuperação do Nathan E Stewart envolveu 45 embarcações e mais de 200 pessoas, com 40 dias de operações de limpeza, interrompidas por condições climáticas adversas em 11 dias. Mesmo com o descarte, a área de manejo tradicional continuou sob restrições, reforçando a importância de salvaguardas ecológicas para comunidades locais.
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