O conjunto de vitrais da catedral de Notre-Dame ganhará seis novas peças, criadas pela artista Claire Tabouret, e será exibido a partir de amanhã no Grand Palais, em Paris. A instalação, em parceria com Atelier Simon-Marq, substitui janelas monocromas projetadas por Viollet-le-Duc e Lassus no século XIX. O objetivo é ampliar a leitura cromática do espaço, mantendo referências históricas.
As janelas originais não chegaram a sofrer danos no incêndio que destruiu a cúpula há cinco anos. A proposta tem gerado debates sobre diretrizes culturais e conservação do patrimônio, com protestos já registrados por parte de especialistas e grupos ligados ao patrimônio. Maquetes em grande escala ajudam a visualizar as novas peças.
Controvérsia e contextualização
Tabouret afirma que a intervenção é cuidadosa e busca harmonia com o conjunto histórico, sem desvalorizar o legado anterior. A artista pretende extrair as cores de sua própria paleta de pinturas, traduzindo-as em vidro colorido. A parceria com Atelier Simon-Marq reúne mestres consolidáveis na arte vidreira.
Para entender o projeto, maquetes expõem a referência geométrica aos vitrais de Viollet-le-Duc, que continuam a influenciar o diálogo entre passado e presente. A mostra ocorre no espaço do Grand Palais, no setor sul-oeste, onde as peças são apresentadas como parte de uma exposição temporária.
Entre na conversa da comunidade