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Reconsiderando Frank Gehry, o arquiteto artista por excelência

Gehry, arquiteto-escultor falecido em 2025, moldou museus que privilegiam arte além do white cube, fortalecendo parcerias com artistas

Frank Gehry in his Santa Monica studio in 2004 Photo: © Richard Sobol/ZUMApress.com / Alamy Stock Photo
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Frank Gehry, arquiteto-escultor de renome mundial, faleceu em 2025 aos 96 anos. Ao longo de sua carreira, ele discutiu a arquitetura como volumes de matéria, luz e espaço. Projetos como o Museo Guggenheim Bilbao, concluído em 1997, e a Fondation Louis Vuitton, finalizada em 2014, marcaram seu legado.

A visão de Gehry sempre privilegiou a experimentação estética em museus. Ele buscou atender às necessidades dos artistas e, ao mesmo tempo, atender aos desejos de clientes bilionários. Sua produção ficou associada a edifícios dinâmicos que desafiam o formato tradicional.

Para ele, o museu ideal deveria ir além do “white cube” e oferecer experimentação formal. Ao longo de décadas, manteve amizades estreitas com artistas e organizou exposições que refletiam essa afinidade. O estilo de Bilbao tornou-se referência de assinatura.

Carreira e estilo

Gehry manteve, em público, a ideia de que suas obras eram extensões da escultura. A geometria complexa de Bilbao ganhou fama internacional e firmou o conceito de arquitetura como experiência sensorial. O engenho de curvar superfícies ficou associado a seu modo de trabalhar.

Obras-chave e legado

Além de Bilbao e Paris, Gehry influenciou projetos museológicos ao redor do mundo. Sua abordagem buscou revelar o conteúdo artístico, não apenas exibir objetos, reconhecendo a visão de artistas com quem colaborou ao longo da vida.

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