Oitenta e uma linha de casos envolvendo abuso sexual volta a assombrar FMC Carswell, prisão federal feminina em Fort Worth, no Texas. 11 mulheres ingressaram denúncias civis nos Estados Unidos desde 1º de maio, alegando abusos por parte de funcionários da instituição nos últimos anos. As ações foram apresentadas na Justiça Federal de DC e apontam negligência institucional.
As ações citam seis funcionários como autores dos abusos, entre eles um médico, um capelão e três oficiais. Os casos trazem acusações de agressão sexual, negligência e outras violências ocorridas ao longo de diversos períodos. Os réus identificados incluem a liderança de setores clíno-médico e religioso da prisão.
As ações também envolvem o Escritório de Assuntos Internos do Federal Bureau of Prisons, com Beth Reese entre as partes rés, ao lado do governo dos EUA. Entre as denúncias, há 10 reivindicações civis por cada uma das queixas apresentadas contra o governo, relatando abusos e tráfico de pessoas dentro do sistema prisional.
O portal de notícias descreve um histórico de investigações sobre Carswell, com 13 funcionários condenados por abuso desde 1997 e promessas de reforma que se estenderam ao longo dos anos. A transferência de casos de DC para o norte do Texas já foi aprovada em pelo menos um processo.
Especialistas ouvidos pelo veículo ressaltam que o ambiente carcerário, marcado pela assimetria de poder, dificulta o relato de abusos. Advogada de várias vítimas, Deborah Golden, aponta a necessidade de mudanças estruturais para reduzir recorrência de casos.
A Justiça tem estudado a transferência de processos para a comarca do Texas, buscando trâmite mais célere. Além disso, investigações do Departamento de Justiça e de órgãos internos evidenciam falhas nos procedimentos de apuração e na atuação contra denúncias anteriores.
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