O Ministério da Educação realiza, entre 16 e 18 de dezembro, uma sequência de webinários sobre o Programa Escolas Interculturais de Fronteira (Peif). Os encontros enfatizaram a fronteira Franco-Brasileira e a Rede Unifronteira, com visitas técnicas a Foz do Iguaçu e apresentação de materiais didáticos bilíngues.
A ação foi conduzida pela Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase) do MEC, em parceria com a Assessoria Internacional e a Secretaria-Executiva. O objetivo é avançar no desenho e na implementação do Peif, respeitando a diversidade territorial das fronteiras brasileiras.
Contexto anterior à iniciativa foi citado como base: visitas técnicas e reuniões para ouvir realidades locais e planejar cooperação transfronteiriça. A partir das discussões, o Peif busca educação intercultural, multilíngue e inclusiva para estudantes de fronteiras.
Encontros e participantes
No dia 16 de dezembro, o primeiro webinário abordou o tema da cooperação na Fronteira Franco-Brasileira. Participaram Chloé Davezac, adida de Cooperação Educativa da Embaixada da França, além de representantes do Seed-AP, da Região Acadêmica da Guiana e do Unifap, Campus Oiapoque.
No dia 17, o segundo webinário tratou da articulação com a Rede Unifronteira. Entre os presentes estavam representantes da Unila, da Andifes e da Unir, discutindo a integração do Peif com universidades federais e redes de internacionalização.
No fechamento, em 18 de dezembro, houve a apresentação de materiais didáticos bilíngues e interculturais. As obras visam saúde, bem-estar de povos indígenas e acolhimento de migrantes e refugiados. Estiveram presentes a UNESCO Brasil, a UFSM e a SEB/MEC.
Impacto e próximos passos
Os webinários reiteraram o compromisso do MEC com educação intercultural nas regiões de fronteira. Os debates forneceram subsídios técnicos e institucionais para o avanço do Peif, com foco em ações práticas nas escolas envolvidas.
A continuidade da agenda inclui novas leituras sobre implementação do programa e alinhamento entre universidades, secretarias e organizações internacionais. O objetivo é estruturar ferramentas pedagógicas e ações que atendam aos estudantes fronteiriços.
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