A saúde mental masculina segue com baixa participação nos atendimentos psicológicos no Brasil. Dados do Research Center da Conexa mostram que homens representam 29,6% dos atendimentos, 58% a menos que as mulheres, mesmo com maior debate público sobre o tema.
Entre 21 e 30 anos ocorre o maior volume de atendimentos masculinos, enquanto a participação masculina cai para 22,2% após os 50 anos. O levantamento aponta preocupação com a continuidade do cuidado ao longo da vida.
Ansiedade dispara como motivo de procura
A ansiedade já figura como a quinta maior causa de entrada de homens no Pronto Atendimento, sugerindo busca tardia por apoio. A percepção de risco e o estigma cultural aparecem como barreiras para o acesso precoce a serviços de saúde mental.
Uso contínuo dos serviços é menor entre homens
Entre janeiro e novembro, homens ficaram perto de 40% da base de pacientes, mas responderam por 32,6% dos atendimentos. A média é de três consultas por homem, versus quatro entre as mulheres.
Participação em jornadas integradas é baixa
A adesão a jornadas integradas fica em 9,1% entre homens, ante 13,4% entre mulheres, indicando menor continuidade do cuidado emocional e menor engajamento com programas de saúde mental.
Conclusão provisória
A leitura dos dados aponta persistência de barreiras culturais que dificultam o reconhecimento do risco e a busca por ajuda. O estudo evidencia necessidade de estratégias para ampliar o acolhimento masculino em saúde mental.
Entre na conversa da comunidade