O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou, nesta sexta-feira (16), o impeachment do presidente Julio Casares. A votação ocorreu com 188 votos favoráveis entre 233 conselheiros presentes, acima do mínimo estatutário.
A sessão foi realizada no Salão Nobre do Morumbi, em formato híbrido (presencial e online). A decisão ocorreu após a Justiça rejeitar recurso para votação apenas presencial.
A denúncia, tornada pública em dezembro, alega esquema de comercialização irregular de camarotes do Morumbi em dias de shows. Com a aprovação, o processo segue trâmites estatutários e pode provocar mudança na presidência.
Quem assume em caso de impeachment
Conforme o estatuto, o vice-presidente primeiro na linha de sucessão assume a partir do afastamento definitivo. Atualmente, esse cargo é ocupado por Harry Massis Junior, de 80 anos.
Massis integra o grupo político Vanguarda e foi eleito ao lado de Casares para o triênio 2021-2023-2023, com mandato até 2026. É conselheiro vitalício desde 1964 e figura entre os sócios mais antigos do clube.
Entre cargos exercidos pelo vice-presidente, Massis atuou como diretor adjunto de futebol em 2001-2002, na campanha do título do Torneio Rio-São Paulo, e participou das modalidades mundiais de 1992 e 1993 como diretor adjunto administrativo.
Fora do esporte, Massis é empresário, proprietário da rede Hotel Massis e de uma rede de garagens e estacionamentos. A trajetória ligada ao São Paulo soma décadas de atuação institucional.
Entenda o processo
Para aprovar o impeachment, eram necessários pelo menos 171 votos, equivalentes a dois terços de 254 conselheiros aptos a votar. A sessão exigiu ainda presença mínima de 75% do colegiado, conforme o estatuto.
A votação ocorreu em formato híbrido após decisão judicial, em meio a impasses entre o presidente do Conselho Deliberativo e a oposição. As divergências envolveram a interpretação de artigos do Estatuto do São Paulo.
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