O movimento nacional Unidas por Justiça foi criado em Brumadinho (MG) por associações que representam vítimas de grandes tragédias. Na sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, as entidades divulgaram uma carta ao Judiciário e à população brasileira. O encontro integrou as comemorações dos 7 anos do rompimento da barragem da Vale.
O objetivo é ampliar a articulação entre as famílias atingidas e cobrar celeridade nos processos judiciais ligados a desastres socioambientais no país. O grupo aponta lentidão nas decisões e pede maior efetividade na prática de reparações e responsabilizações.
A carta também defende mecanismos de diálogo permanente com o sistema de Justiça e órgãos públicos para acompanhar o andamento dos casos e reduzir atrasos, assegurando segurança jurídica para as vítimas.
Entidades signatárias
- Afavinu: associação de familiares de vítimas do incêndio do Ninho do Urubu, no Rio, em 2019. Indenizações com as famílias foram concluídas em 2025; em 2025, justiça absolveu sete réus por falta de provas.
- Avabrum: associação de vítimas do rompimento da barragem de Brumadinho, em 2019. Em 2023, denúncia aceita pela Justiça Federal; ainda não há condenação definitiva.
- AVTSM: associação de vítimas da tragédia da Kiss, em Santa Maria. STF manteve condenações em 2025, com penas de até 22 anos.
- CABF: comissão dos atingidos pela barragem de Fundão, em Mariana. STF homologou acordo de reparação bilionário em 2024; relatório de 2025 indicou repasses a vítimas e ao poder público.
- MAM: movimento pela soberania na mineração, criado em 2012, presente em 9 estados e no DF, atuando com comunidades impactadas.
- MUVB: associação do movimento das vítimas da Braskem, em Maceió. Ações criminais seguem, sem condenação, e o acordo com a empresa permanece válido desde 2024.
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