A Polícia Civil de Goiás investiga a morte da corretora Daiane Alves Souza, 43 anos, ocorrida na madrugada desta quarta, em Caldas Novas. A versão inicial aponta emboscada planejada dentro do Condomínio Amethist Tower, com ocultação de provas e do corpo. Laudos periciais ainda são aguardados.
Segundo apurações, o síndico do condomínio, Cléber Rosa de Oliveira, e o filho dele aparecem como os principais investigados. A polícia aponta que a energia do apartamento de Daiane foi desligada para atraí-la ao subsolo.
A possível dinâmica indica que Daiane desceu para religar o disjuntor por volta das 19h do dia 17 de dezembro de 2025. Ela estava gravando o consumo de energia quando foi abordada pelo síndico.
A investigação sustenta que o crime ocorreu em poucas minutos, entre o momento em que Daiane sumiu das imagens e o retorno de outra moradora ao local. Câmeras do subsolo teriam registrado um corte de dois minutos.
Após o crime, o síndico teria utilizado as escadas para evitar filmagens por elevadores sem cobertura de câmeras. A ocultação de imagens será examinada nos laudos periciais.
A polícia conduziu o síndico a uma área de mata em Caldas Novas, onde teria deixado o corpo. A confissão não ocorreu formalmente em depoimento, mas é tratada como admissão de participação pelo órgão, segundo o inquérito.
Michael, filho do síndico, foi preso sob suspeita de obstrução da investigação. Ele teria substituído o celular do pai para atrasar a coleta de provas e atrapalhar as apurações.
A polícia aponta que Cléber possuía meios, modos e motivos, com histórico de perseguição e 12 ações judiciais movidas pela vítima. O síndico responderá por homicídio e ocultação de cadáver.
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