O tema da participação de atletas trans em esportes de elite ganhou contornos controversos nos últimos anos, com debates sobre regras universais e proteção da categoria feminina. Organizações esportivas dizem buscar equidade sem discriminação, enquanto grupos trans defendem a inclusão.
Não há norma única que regule a presença de atletas trans em competições globais. Federações nacionais e internacionais definem critérios próprios para elegibilidade, mantendo o equilíbrio entre competição justa e participação de todas as atletas.
Participação em Milão-Cortina 2026
Sim, há atletas trans previstas para competir nos Jogos de Milão-Cortina 2026, inclusive Elis Lundholm, esquiadora de moguls da Suécia, nascido mulher e que se identifica como homem. Aos 23 anos, competirá na categoria feminina.
O Comitê Olímpico Internacional afirma que Lundholm está em conformidade com os critérios de elegibilidade da Federação Internacional de Esqui (FIS). O IOC confirmou que a participação está alinhada aos padrões vigentes.
Contexto global das regras
Não existe regra universal para a participação de atletas trans em esportes profissionais. Em 2021, o IOC orientou as federações a estabelecer diretrizes próprias. Em 2025, sob nova gestão, o IOC sinalizou liderança na definição de critérios com foco na justiça da competição.
Federações internacionais já adotaram restrições nominais para atletas trans, incluindo regras de transição de puberdade, idade de transição e critérios de competição em diferentes esportes. A situação permanece em evolução e com alterações possíveis.
Panorama recente e próximos passos
Diversas ligas e confederações nacionais ajustaram políticas, com decisões variando por modalidade e federação. O debate continua entre proteção de categorias, direitos de participação e avaliações de vantagem atlética em cada esporte.
O IOC declarou que apresentará novas regras de elegibilidade no primeiro trimestre de 2026, mantendo a participação atual de trans atletas sob as regras em vigor até lá.
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