O Instituto Sonho Grande, com base nos microdados do Inep, aponta que estudantes de escolas estaduais com Ensino Médio Integral (EMI) têm desempenho no Enem superior aos de turnos parciais. O ganho é mais significativo em matemática e suas tecnologias, onde as EMI registram média de cinco pontos acima das escolas regulares.
O estudo destaca que o tempo integral exige mínimo de sete horas diárias de aula. O resultado indica benefício geral no Enem, com destaque para a área de matemática, que contribui de forma mais expressiva para a média final.
Ensino Integral e resultados
Segundo o pesquisador responsável, a metodologia comparou alunos atendidos pelo EMI com colegas de tempo parcial, controlando variáveis sociodemográficas. Os dados sugerem que a maior vantagem ocorre em disciplinas exatas, principalmente matemática.
Para o professor Felipe Guisoli, o EMI pode contribuir para superar resistência dos estudantes à disciplina. Com dez anos de experiência preparando candidatos para vestibulares, ele defende ajustar a mentalidade sobre matemática.
Guisoli observa que mudar a percepção sobre a matemática é o primeiro passo do aprendizado. Afirmando que muitos chegam com bloqueios emocionais, ele ressalta que o ensino integral facilita a construção gradual do conhecimento.
Metodologia e prática de ensino
A estratégia de ensino, segundo o professor, foca na construção de competências ao longo do tempo, em vez de depender de dom natural. O objetivo é transformar a matemática em ferramenta útil e acessível.
Para tornar o aprendizado mais agradável, Guisoli utiliza linguagem leve, exemplos do cotidiano e conteúdos com rigor. Ele enfatiza que o prazer pelo estudo favorece o desempenho sem comprometer a qualidade técnica.
Abordagem de estudo e autonomia
O especialista critica a memorização mecânica e defende planos de estudo que priorizam o raciocínio lógico. A ideia é que o aluno desenvolva autonomia ao entender a lógica por trás dos conceitos, aplicando o conhecimento em contextos variados.
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