O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) vai requisitar à Polícia Civil novas diligências nas investigações sobre a morte do cão Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis. A medida foi anunciada nesta sexta-feira (6).
Segundo o MP-SC, as promotorias que atuam na Capital identificaram lacunas no inquérito que precisam ser esclarecidas para reconstruir os fatos com maior precisão. A análise envolve possíveis atos infracionais envolvendo adolescentes.
Um dos focos é a possível coação no curso do processo e ameaças associadas a familiares de adolescentes investigados, bem como a participação de um porteiro de condomínio. A apuração também mira a relação com a eventual violência contra animais.
A 2ª Promotoria Criminal da Capital, que cuida de adultos, informou que é necessária a ampliação da apuração para confirmar ou refutar vínculos entre os crimes e a agressão aos animais. A solicitação de mais diligências será encaminhada à Polícia Civil.
A Polícia Civil encerrou o inquérito na terça-feira (3) e, segundo o órgão, indiciou três adultos por coação de testemunha e pediu a internação de um adolescente. A corporação analisou mais de mil horas de imagens de 14 equipamentos e ouviu 24 testemunhas.
O cão Orelha, de 10 anos, sumiu e foi encontrado agonizando no dia 16 de janeiro, na Praia Brava. Devido à gravidade dos ferimentos, veterinários recomendaram a eutanásia. O animal era conhecido e cuidado pela vizinhança.
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