O estudo da University of Birmingham, publicado no British Medical Journal, aponta que políticas de uso de smartphones em escolas de ensino médio da Inglaterra são um “grande consumo de recursos”. Funcionários despendem, em média, mais de 100 horas semanais para fazer cumprir as regras.
A pesquisa envolve 20 escolas públicas no país. Delas, 13 adotam políticas restritivas, enquanto 7 são permissivas. Nas regras restritivas, telefones ficam desligados e entregues ou guardados durante todo o dia. Nas permissivas, há uso liberado nos intervalos.
Paralelamente, o governo britânico divulgou orientação para tornar as escolas livres de celulares, inclusive durante recreios. A agência reguladora Ofsted deve inspecionar a implementação dessas políticas.
Impacto e custos
O levantamento mostra que escolas com políticas restritivas gastam, em média, 102 horas semanais com a fiscalização. Já instituições permissivas chegam a 108 horas, representando custos maiores por aluno.
Segundo os autores, o tempo dedicado à gestão de uso de telefones pode reduzir atividades de bem-estar e apoio aos alunos. A equipe recomenda novas estratégias para lidar com o tema.
Reações de entidades da educação
O NASUWT destacou que a carga sobre docentes é crítica, com impactos na aprendizagem. Já a NAHT afirmou que a fiscalização pode ser necessária, mas espera redução dessa demanda conforme mudanças de postura de pais e alunos.
Professores e dirigentes também destacam a necessidade de apoio financeiro para armazenamento seguro de aparelhos, como lockers ou pochettes com chave.
Observações oficiais
Um porta-voz do Department for Education reiterou que celulares não têm lugar nas salas de aula, destacando que a orientação orienta escolas a implementar políticas eficazes sem sobrecarregar o staff.
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