Gareth Ward, chef do restaurante Ynyshir, em Wales, alvo de uma classificação de higiene de uma estrela, chamou o processo de inspeção de “prehistórico” e afirmou que os inspetores não entenderam o que a casa tenta fazer. Ward reagiu publicamente às oportunidades de melhoria apontadas no relatório, dizendo que vai lutar pelo que construiu.
O relatório, obtido por meio de pedido de liberdade de informação ao conselho de Ceredigion, aponta várias preocupações de segurança alimentar. Entre elas estavam a presença de pragas mortas em uma fita adesiva na área de preparação e a possibilidade de contaminação entre carnes cruas e prontas para consumo.
Outra crítica diz respeito a armas de corte, com uma faca usada para fatiar carne de boi descrita como suja, além de observações sobre a necessidade de separar de forma adequada os diferentes tipos de carne que chegam aos equipamentos de refrigeração. O documento também aponta que o consumo de carne de lagosta crua envolve riscos microbiológicos não plenamente controlados.
O relatório destaca ainda que a cozinha não possuía uma pia acessível para a higiene das mãos em várias áreas onde alimentos crus e prontos para consumo eram manuseados. Segundo as autoridades, a prática representa risco alimentar significativo e exige medidas imediatas.
O Ynyshir, que oferece uma experiência de degustação de 30 pratos, afirma que utiliza ingredientes de classe mundial, técnica apurada e procedimentos culinários avançados. O restaurante ressalta que seu formato é não convencional e que contribuiu para colocar o País de Gales no mapa culinário internacional.
Em resposta, o estabelecimento contestou parte das conclusões, afirmando que alguns pontos foram corrigidos rapidamente e que houve divergência entre o relatório e a realidade da operação. O conselho de Ceredigion manteve a posição de que as normas de higiene alimentar do Reino Unido foram seguidas pelos inspetores durante as avaliações.
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