O Governo de São Paulo anunciou uma parceria para levar ensino de música a 50 escolas estaduais da capital. O projeto, assinado nesta quinta-feira, envolve o maestro João Carlos Martins, a Fundação Bachiana e a Somos Educação, com meta de atender cerca de 3 mil alunos do ensino fundamental.
A assinatura ocorreu na sede da Secretaria da Educação do Estado (Seduc-SP), na praça da República, região central de São Paulo. A implementação da metodologia deve começar já no primeiro bimestre do ano letivo.
O objetivo é usar a música como ferramenta de desenvolvimento cognitivo, estimulando ritmo, coordenação motora, linguagem e memória. O programa utiliza recursos simples, como lápis, papel e as carteiras em sala de aula.
A formação dos educadores fica por conta de professores de arte e pedagogos das unidades selecionadas, com apoio de conteúdos em vídeo e materiais disponíveis na plataforma Plurall. As ações são pensadas para caber no cotidiano escolar.
O plano pedagógico segmenta os alunos em quatro categorias, desde apreciadores até talentos potenciais, com a expectativa de que, ao fim do 5º ano, haja leitura de partituras entre os estudantes.
Além disso, a iniciativa está alinhada à BNCC, contemplando exploração de fontes sonoras, improvisação e composição, para estimular habilidades diversas. O projeto reforça vínculos entre música e aprendizado.
Para o maestro João Carlos Martins, a música é caminho para alcançar o coração das crianças, valorizando a trajetória artística brasileira e buscando um legado duradouro para as novas gerações. A declaração foi feita durante o anúncio do projeto em 2025.
As autoridades destacam que a prática musical também pode favorecer o desempenho acadêmico, sobretudo na área de matemática, ao desenvolver raciocínio lógico e seqüencial.
Dados da Seduc-SP apontam que, em piloto anterior, cerca de 60% dos alunos atenderam ao projeto relataram aprendizados às famílias. A iniciativa já tem histórico de impacto positivo em redes públicas.
A Fundação Bachiana, por meio de sua experiência na rede pública, é apontada como elemento-chave para ampliar o alcance das ações, com apoio da Cogna e da Somos Educação, que administram conteúdos e plataformas didáticas.
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