Os produtos de clareamento de pele ilegais chegam a varejos comuns no Reino Unido, incluindo açougues, lojas de alimentos especializados e pequenas mercearias. Órgãos de fiscalização alertam para a disseminação dos itens, muitas vezes com ingredientes proibidos por riscos graves à saúde.
A Federação CTSI informa que substâncias como hydroquinona, mercúrio e corticosteroides podem estar presentes. Esses componentes são banidos por causar danos na pele, infecções e complicações durante a gravidez. O comércio ocorre tanto online quanto em lojas de comunidades específicas.
Os agentes de fiscalização destacam que a venda ocorre em estabelecimentos de bairros diversos, com foco em comunidades asiáticas e árabes. Não se restringe a praças de cidade, abrangendo também varejo local de menor porte.
Tendy Lindsay, ex-presidente da CTSI, reforça que a venda é ilegal e perigosa. Segundo ela, a legislação de cosméticos pune com rigor a comercialização de itens com substâncias proibidas. A responsabilidade é do lojista, independentemente do tamanho do estabelecimento.
A CTSI aponta fatores sociais que influenciam o consumo, como o colorismo em comunidades negras e asiáticas. Relatos de programas de TV mostraram discriminação com base no tom de pele, alimentando a demanda por produtos perigosos sem informação adequada.
A organização cita casos de sanções já aplicadas. Em south London, uma loja de beleza foi multada em mais de 30 mil libras por vender itens perigosos. Outros procedimentos legais ainda tramitam.
Essas ações são complementadas por campanhas de conscientização. A CTSI também orienta consumidores: verifique rótulos em inglês, fabricante ou importador com endereço no Reino Unido, e fuja de itens sem identificação clara.
Além disso, é recomendado consultar médico ou dermatologista antes de usar cremes que alterem o tom da pele. A CTSI alerta para a atuação de influenciadores em redes sociais sem supervisão adequada.
O órgão enfatiza que a compra deve ocorrer apenas de varejistas verificados. Denúncias e reações adversas devem ser reportadas às autoridades competentes para evitar riscos à saúde.
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