As enchentes que atingiram a Zona da Mata de Minas Gerais causaram 48 mortes, 19 desaparecidos e milhares de desabrigados, principalmente em Juiz de Fora e Ubá. Templos de diversas igrejas transformaram-se em centros de acolhimento e arrecadação para as famílias afetadas.
A atuação mobiliza redes de fé que atuam próximo aos moradores, mapeando necessidades de idosos, pessoas com deficiência e crianças. Enquanto órgãos públicos trabalham na recuperação da infraestrutura, as igrejas atuam como rede de apoio social complementar.
Iniciativas por Denominação
A Igreja Universal do Reino de Deus abriu postos de coleta nos templos das áreas afetadas, com triagem de doações, preparo de refeições e distribuição, com voluntários locais e apoio nacional.
A ADRA Brasil implementou o cartão humanitário, vale para compra de itens prioritários, promovendo autonomia e evitando acúmulo de itens sem uso. Também oferece suporte técnico aos abrigos temporários.
A Convenção Batista Mineira coordena as doações, buscando distribuir recursos de forma equilibrada entre as cidades atingidas, sob direção estadual.
A Igreja do Evangelho Quadrangular atua com o Instituto Casa da Provisão e o Conselho Estadual de Diretores como centros receptores; a Igreja Metodista utiliza o templo de Bela Aurora, em Juiz de Fora, como ponto de coleta da 4ª Região Eclesiástica.
Outras ações solidárias
A Renascer em Cristo lança a campanha Giro de Solidariedade para roupas e itens de higiene. A Presbiteriana mobiliza diaconatos nas áreas alagadas para atendimento direto. A Cristã Maranata organiza equipes para limpeza de vias.
Equipes de templos da Assembleia de Deus, nos ministérios de Madureira e Missão, oferecem abrigo provisório e refeições. Entre os itens mais solicitados estão água potável, alimentos, itens de limpeza, higiene pessoal, roupas de cama e agasalhos.
Doações em dinheiro também são relevantes, agilizando a compra de suprimentos emergenciais. Quem deseja colaborar deve confirmar horários e necessidades nos pontos de coleta.
Em meio à devastação, a resposta das igrejas demonstra a continuidade entre fé e ação social. A reconstrução exigirá investimentos públicos, mas o esforço solidário já mostra coordenação entre diferentes denominações. Com informações de GospelMais.
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