O colapso de um aterro sanitário em Rodriguez, província de Rizal, Filipinas, deixou dezenas de catadores presos sob restos de lixo na tarde de 20 de fevereiro. O incidente ocorreu no Rizal Provincial Sanitary Landfill, operado pela empresa ISWIMS. A área abriga mais de 3 mil catadores que trabalham diariamente para coletar materiais recicláveis.
Testemunhas descrevem que quase imediatamente após o desmoronamento houve novo afundamento em um perímetro maior, formando uma cratera de lixo que engoliu centenas de pessoas. O evento trouxe à tona precariedade e riscos aos trabalhadores informais que ocupam o local.
Segundo Lenny, catador que pediu para não ter o nome divulgado, o resgate foi dificultado e ele não soube de operações de busca nos primeiros dias. A versão do operador do aterro, ISWIMS, afirma que todo descarte foi interrompido e que movimentos de caminhões eram apenas para operações de busca e resgate.
Em 22 de fevereiro, autoridades oficiais comunicaram uma vítima fatal e dois desaparecidos. Em 24 de fevereiro, o governo emitiu ordem de cessar e desistir para uma área de 6 hectares do aterro, totalizando 50 hectares sob gestão, até novas apurações. Estimativas apontam que cerca de 420 mil metros cúbicos de resíduos se desestabilizaram na área.
O órgão ambiental regional, DENR, indicou falhas operacionais, incluindo odor intenso e uma fissura nas encostas que poderia provocar novos desmoronamentos. A empresa reiterou que está cumprindo a determinação governamental e mantém a área isolada, com operações de busca continuam em coordenação com as autoridades.
Grupos comunitários e organizações de defesa da moradia insistem que não houve operação de resgates imediata e cobram responsabilização. Solicitam fiscalização mais rigorosa em saúde pública e segurança para os catadores que atuam no local e residem nas comunidades vizinhas.
A deputada Sarah Elago (Gabriela) protocolou uma resolução para investigar violações de segurança ocupacional e gestão de resíduos. Ela pediu que autoridades locais consertem causas e ofereçam apoio às famílias das vítimas.
Histórico de desastres no país é citado em análises locais, comparando o caso com incidentes anteriores em Cebu e o Payatas, em Metro Manila. Especialistas destacam necessidade de auditorias em padrões de saneamento, proteção a trabalhadores e distanciamento entre áreas residenciais e aterros.
Organizações ambientalistas lembram que a legislação de gestão de resíduos exige proteção às populações locais e barreiras para evitar contato prolongado com o ambiente. Pesquisas apontam riscos de condições de trabalho perigosas e exposições químicas próximas a comunidades.
Nomes de familiares de catadores e relatos de sobreviventes indicam impactos diretos na vida cotidiana: ferimentos, dificuldades de custear atendimento médico e pressão para manter silêncio diante de autoridades locais. Não houve conclusão oficial sobre responsabilidades diretas no momento.
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