A cidade de Salvador recebeu neste sábado uma caminhada de mulheres evangélicas que atuam contra o feminicídio. O ato ocorreu na Praça da Igreja Batista Central e reuniu participantes de diversas igrejas da região. A ação visa conscientizar sobre violência de gênero e estimular mudanças nas comunidades religiosas.
As organizadoras destacaram a necessidade de unir igrejas para promover ações concretas de combate à violência contra a mulher. Durante o evento, foram formadas faixas e cartazes em defesa das vítimas, com momentos de oração e reflexão para fortalecer a leitura de fé como base de respeito.
Apoio institucional e alcance
Líderes religiosos e autoridades locais apoiaram a iniciativa, reforçando a importância de ações conjuntas. A organizadora Gicélia Cruz afirmou que a união entre as mulheres pode promover mudanças de cultura e comportamento dentro e fora das igrejas.
Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 1.310 feminicídios em 2022, média de 4 casos por dia. A maioria das vítimas tinha entre 20 e 29 anos, e os autores, na maioria, eram companheiros ou ex-companheiros.
A caminhada de Salvador pretende se tornar uma tradição anual, ampliando o alcance da campanha contra a violência de gênero. A ação buscou enfatizar que a fé pode caminhar junto com o respeito e a dignidade para todas as pessoas.
A iniciativa ocorreu pela manhã, na praça central, e envolveu mulheres de diferentes idades e denominações. O objetivo é fortalecer redes de apoio e ampliar a discussão sobre proteção às mulheres nas comunidades evangélicas.
As participantes encerraram o evento com a expectativa de impactos duradouros na sociedade e nas próprias igrejas, promovendo ambientes mais seguros e igualitários. A ação não apenas sensibiliza, mas propõe mudanças práticas na rotina comunitária.
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