Aline Campos, aos 38 anos, realizou um lifting facial após deixar o BBB 26, o que reacendeu a discussão sobre a idade ideal para a cirurgia. O tema ganhou espaço nas redes sociais e entre profissionais da área.
Para a cirurgiã plástica Maiéve Corralo, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a idade isoladamente não é o principal critério. O que orienta é o excesso de pele, especialmente no pescoço, que dificulta tratamentos minimamente invasivos.
Ainda segundo Corralo, fatores como grandes perdas de peso, genética, qualidade da pele e uso excessivo de preenchedores podem antecipar a necessidade cirúrgica. O excesso de pele, e não a idade, define a indicação.
O cirurgião Flávio Rezende, também da SBSP e da American Society of Plastic Surgeons, afirma que a decisão é individualizada. O envelhecimento começa por volta dos 35 anos, com evolução mais acentuada após os 40, quando há queda de face e sulcos pronunciados.
Ele ressalta que aos 30 anos a cirurgia costuma ser precoce, já que o processo de envelhecimento ainda é limitado. Nessa faixa, terapias regenerativas e bioestimulação são utilizadas para melhorar a pele.
Os especialistas destacam que fios de sustentação e bioestimuladores não substituem o lifting em casos de sobra de pele. Ainda assim, o estímulo de colágeno pode postergar a necessidade cirúrgica.
Segundo eles, procedimentos não cirúrgicos ajudam em casos de flacidez leve ou funcionam como manutenção após o lifting. Elas são ferramentas para evitar cirurgia ou prolongar resultados.
As técnicas modernas, como o Deep Plane, reposicionam estruturas musculares profundas e promovem aparência mais natural. O foco é sustentar a pele com menos traços artificiais.
O pós-operatório aparece mais suave hoje. Em geral, o retorno ao convívio social ocorre entre 10 e 15 dias, atividades físicas em até três semanas e o resultado definitivo entre dois e seis meses.
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