Lehmann Maupin adota modelo híbrido em Londres, com espaço permanente no primeiro piso do hub No. 9 Cork Street. A galeria manterá parte do seu negócio no mercado secundário, enquanto o programa tradicional do mercado primário terá mostras três a quatro vezes ao ano no espaço de galeria do piso térreo.
A mudança, anunciada em janeiro, acompanha a tendência de desacoplamento entre espaço fixo e operações temporárias. A diretora associada Isabella Icoz afirma que o modelo permite adaptar-se a mudanças rápidas do mundo da arte e evitar amarras financeiras a longo prazo.
A galeria já atua no hub de Cork Street desde a revelação do espaço em Frieze. A estratégia busca mapear os picos sazonais de Lisboa e de Berlim, ampliando a presença em mercados onde o interesse é mais intenso.
O papel das feiras de arte
Nesse contexto, feiras passam a ocupar papel central para as receitas, com as galerias mantendo parte das vendas nesses eventos, ainda que temporários. Dados mostram que uma parcela significativa das vendas ocorre em feiras, mesmo em tempos de incerteza.
Simon Fox, CEO da Frieze, aponta que overhedings fixos acabam sendo questionados. As regras de participação foram flexibilizadas, priorizando propostas e a manutenção de programas regulares de exposições, começando com Seoul e Londres neste ano.
Lições e exemplos
A experiência de Lehmann Maupin contrasta com casos como Cromwell Place, que não obteve o mesmo sucesso com modelo semelhante. A mudança de localização da galeria em Londres reforça a necessidade de alinhamento com a marca e com a estratégia de longo prazo.
Até o momento, o setor continua avaliando o equilíbrio entre estruturas permanentes e apresentações temporárias. A previsibilidade financeira, a exposição contínua da marca e a flexibilidade são apontadas como chaves para 2026.
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