Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, morreu ontem no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte (MG). A morte foi confirmada pelo advogado Robson Lucas da Silva, defensor do suspeito.
A prisão ocorreu durante a quarta fase da Operação Compliance, realizada pela Polícia Federal. Mourão estava internado desde quarta-feira (4) e, segundo a PF, tentou o suicídio após a detenção.
A PF informou que Mourão foi socorrido pela própria corporação e encaminhado ao hospital em Belo Horizonte. O diretor-geral Andrei Rodrigues afirmou que as imagens do ocorrido estão registradas.
Segundo a PF, Mourão liderava grupo que monitorava alvos e planejava ações de intimidação contra desafetos de Daniel Vorcaro, banqueiro dono do Banco Master, também preso na mesma operação.
A defesa de Vorcaro negou que ele tenha planos de intimidar jornalistas, afirmando que as mensagens atribuídas foram tiradas de contexto.
Além de Mourão, Vorcaro é réu em ação de lavagem de dinheiro e organização criminosa em MG, referente a um esquema de investimento com empresas de fachada entre 2018 e 2021.
A investigação apontou movimentações atípicas de Mourão, incluindo R$ 24,9 milhões entre junho e julho de 2021. A empresa King Motors também teve movimentação relevante, de R$ 3,3 milhões.
Investigação e desdobramentos
As apurações apontam uma estrutura criminosa com três núcleos, atuando por meio de empresas de fachada e anúncios na internet. O MP aponta centenas de pessoas atingidas pelo esquema.
Caso precise de apoio emocional, o CVV atende 24h pelo telefone 188, e também oferece chat e e-mail. Estão disponíveis mais de 120 postos de atendimento no país.
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