Umberto Allemandi, produtor editorial visionário, morreu aos 88 anos, em 9 de março de 2026. Fundador de Il Giornale dell’Arte, ele criou uma rede internacional de publicações que incluiu The Art Newspaper e remodelou o jornalismo cultural. A morte encerra uma trajetória dedicada à imprensa especializada em arte e arquitetura.
Ao longo de décadas, Allemandi liderou projetos que ampliaram o alcance global de publicações de arte. Iniciou sua trajetória trabalhando em editoras como Bolaffi Arte e, mais tarde, consolidou um grupo editorial com revistas sobre arte, museus e colecionismo. Sua visão fez da imprensa especializada um fórum internacional.
A trajetória começou na Itália, com base em Turim, onde nasceu e fundou oficinas editoriais. Em 1983, lançou Il Giornale dell’Arte, um periódico mensal com cobertura ampla de política cultural, museus, restauro, feiras e mercado de arte. A publicação ganhou reconhecimento internacional pela clareza e abrangência.
Em sua expansão internacional, nasceram edições em inglês, francês e espanhol, entre outras. Em 1990 foi criado The Art Newspaper, com atuação global e edição em Londres, dirigida até 2002 pela historiadora da arte Anna Somers Cocks, que mais tarde se tornou sua parceira. O grupo também divulgou títulos em Paris, Atenas, Moscou, Beijing e outras cidades.
Além dos diários, Allemandi desenvolveu uma grande casa editorial, Umberto Allemandi & C., reconhecida pela identidade visual marcante em tom azul-turquesa. O catálogo inclui cerca de 2.800 títulos sobre história da arte, arquitetura e economia da arte, com obras de nomes como Greenberg, Haskell e Panofsky.
Entre os projetos de fomento à arquitetura, destacou-se Il Giornale dell’Arte e, posteriormente, a revista Il Giornale dell’Arte Architettura, lançada entre 2002 e 2014 e retomada online em 2014. O conjunto de publicações criou um ecossistema que influenciou críticos, curadores e instituições.
O legado de Allemandi abrange ainda catálogos de museus, séries multimídia e parcerias com instituições como MoMA, Musée d’Orsay e o Vaticano. Em 2025, o arquivo completo do periódico ficou disponível online, preservando mais de quatro décadas de atividade.
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