O robô educativo chamado Titi auxilia crianças do primeiro ao quinto ano no aprendizado de matemática por meio de jogos. Integrado a um aplicativo para tablets e alinhado à BNCC, o projeto foi desenvolvido pela startup Cognology. Débora Regina Ito, pesquisadora por trás da ideia, iniciou o trabalho durante atuação voluntária em escolas públicas.
O objetivo é transformar o abstrato em concreto, permitindo que as crianças realizem operações com apoio lúdico. As atividades acontecem em trio, com jogos que alternam competição e cooperação. Um exemplo usa uma régua virtual para somar ou subtrair, movendo um robô físico conforme o resultado.
O Titi está em sua terceira versão de software e ajuda educadores a identificar lacunas de aprendizagem. Relatórios gerados pelo sistema indicam alunos que exigem atenção específica para intervenções pedagógicas personalizadas. A solução ganha relevância ao tornar dúvidas mais explícitas para a turma.
O projeto nasceu com tapetes físicos e evoluiu para a integração com tablets. A restrição ao uso de smartphones em sala levou a migração para plataformas móveis maiores, reduzindo custos e ampliando a versatilidade. Hoje, o robô funciona principalmente em instituições privadas.
Embora tenha foco na rede pública, a ferramenta ainda não atua no ensino público. A Cognology planeja consolidar a presença no setor privado antes de participar de licitações em secretarias de educação, visando futura expansão. A equipe ressalta que a tecnologia pode estimular o engajamento das crianças com o aprendizado.
A startup é incubada no Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos e contou com apoio do programa Centelha, da Finep, com operação da Fapesp no estado. O robô recebeu o nome Titi após sugestões de docentes, que consideraram Teachbot de difícil pronúncia para o público infantil.
Competências digitais e desafios docentes
Em dezembro de 2023, o Congresso aprovou a inclusão de competências digitais na LDB, prevendo ensino de robótica no fundamental e no médio. A medida visa integrar tecnologia ao currículo, com foco em programação e uso de dispositivos.
Entretanto, a implementação enfrenta entraves de infraestrutura e formação de professores. Auditorias do Consed indicam necessidade de adequações nas escolas e de profissionais preparados para aplicar conteúdos que envolvam tecnologias. Os docentes precisam orientar o pensamento crítico diante de inovações como IA.
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