O Unicef alerta sobre os prejuízos da falta de água nas escolas públicas. Em 2025, houve queda pela metade no número de estabelecimentos sem acesso ao recurso em relação a 2024, mas ainda existem 1.203 escolas nessa condição, o que envolve cerca de 75 mil estudantes. A informação foi divulgada com base no Censo Escolar.
A falta de água compromete higiene, saúde, merenda e a dignidade menstrual, impactando diretamente a aprendizagem. A faixa mais afetada é a rural, onde 96% das escolas sem água estão localizadas, segundo Rodrigo Resende, oficial de Água, Saneamento e Higiene do UNICEF no Brasil.
Situação atual
Para enfrentar o problema, o UNICEF defende ações conjuntas entre governos e instituições, com ampliação de investimentos e fortalecimento da capacitação de técnicos e lideranças locais. A participação das comunidades é considerada essencial, assim como soluções que respeitem as realidades locais.
A instituição também enfatiza a adoção de fontes renováveis de energia para sustentar os sistemas de abastecimento, especialmente em regiões remotas, como Amazônia e Semiárido.
Desigualdades e impactos sociais
O recorte demográfico mostra que negros são a maioria entre os estudantes sem água, com participação relevante de crianças e jovens indígenas. Mulheres e meninas aparecem como grupo mais vulnerável, sobretudo durante o período menstrual, elevando o risco de afastamento.
O desabastecimento afeta ainda a preparação da merenda escolar e o consumo de água pelos alunos, o que prejudica a saúde e o bem-estar. Em 2024, 179 mil estudantes ficavam sem água em 2.512 escolas; em 2025, esse total caiu, mas ainda é superior a 75 mil.
Ações realizadas pelo UNICEF
No ano anterior, o UNICEF apoiou ações como a instalação de sistemas de abastecimento movidos a energia solar no Amazonas e a expansão de sistemas em territórios Yanomami, em Roraima. O foco principal continua sendo apoiar gestores na implementação de políticas públicas de água e saneamento nas escolas.
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