O Art Fund, instituição beneficente do Reino Unido, anunciou a criação de uma nova fellowship curatorial. O programa Empowering Curators pretende abordar desequilíbrios no setor cultural, promovendo perspectivas transculturais e o envolvimento com comunidades locais.
A iniciativa fornecerá bolsas plurianuais a 20 curadores de origens Global Majority, com o objetivo de desenvolver exposições, programações e ações comunitárias em museus e galpias do Reino Unido. Os museus anfitriões também devem lançar cadeias de ações para promover equidade, diversidade e inclusão.
Entre os 10 primeiros bolsistas estão Christo Kefalas, no Whitworth, que trabalhará a partir de uma nova reorganização da coleção com foco em perspectivas transculturais; Carine Harmand, na Tate Liverpool, com exposição a ser apresentada na reabertura de 2027 e co-edição com o International Slavery Museum de Liverpool; Jill Sutherland, no International Slavery Museum, desenvolvendo abordagens interpretativas na remodelação; Nusrat Ahmed, responsável por incorporar antirracismo e justiça social nas práticas do Manchester Museum, conforme comunicado.
Contexto e desdobramentos
O projeto nasce como resposta a relatórios que destacaram a necessidade de aumentar a diversidade na liderança curatorial. Em 2022, o Art Fund publicou It’s About Handing Over Power, apontando racismo estrutural e institucional na obtenção de financiamentos como entraves à diversidade. Pesquisas do setor também indicaram lacunas significativas em liderança cultural, corroborando a razão do programa.
A gestão do Empowering Curators fica a cargo de um grupo orientador, com nomes como Gus Casely-Hayford, diretor do V&A East, e Noorah Al-Gailani, curadora de coleções islâmicas no British Museum. Fontes de financiamento incluem Headley Trust, Arts Council England e Hollick Family Foundation. O objetivo é ampliar oportunidades e diversificar o conjunto de lideranças curatorias no país.
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