O pai de Henry Borel, Leniel Borel, desabafou após Monique Medeiros ganhar a liberdade e o julgamento do caso sofrer novo adiamento. O processo teve início nesta segunda-feira, 23, e foi interrompido cerca de duas horas após começar.
A sessão começou por volta das 9h, quando a defesa pediu o adiamento alegando acesso incompleto às provas. A juíza Elizabeth Machado Louro negou o pedido, dizendo que as questões já haviam sido discutidas. O advogado de Jairinho, Zanone Júnior, deixou o plenário, seguido pelos demais advogados, levando ao intervalo do julgamento.
Desdobramentos no plenário
A juíza classificou a saída da defesa como atentatório à dignidade da Justiça e determinou o ressarcimento dos custos do adiamento, como jurados, testemunhas e estrutura do plenário. O processo foi remarcado para o dia 25 de maio e a Defensoria Pública do Rio de Janeiro passará a acompanhar o caso.
A defesa de Monique Medeiros foi liberada pela Justiça, com base no argumento de excesso de prazo. Ela estava presa preventivamente desde abril de 2021, teve habeas corpus concedido pelo STJ em 2022, mas retornou à prisão em julho de 2023 por decisão do STF. A juíza decidiu pela soltura imediata.
Cenas além da sala de audiência
Leniel Borel criticou o adiamento e a soltura da mãe de Henry. Ele afirmou que não era justo com o filho e reiterou a busca por justiça para Henry Borel, lembrando o tempo de luta desde a morte da vítima em março de 2021. A defesa afirmou que continuará acompanhando o caso, mantendo o rito legal até a conclusão do julgamento.
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