O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto é apontado como principal suspeito na morte da soldado Gisele Alves Santana, ocorrida no Brás, em São Paulo, no mês passado. A investigação aponta possível feminicídio com fratura de crime organizado. A Polícia Civil conduziu o inquérito.
Acompanhado de câmeras corporais, o relatório registra o depoimento do oficial, que afirma ter decidido terminar o relacionamento naquela manhã e já ter comunicado a decisão a Gisele. Ele descreve o desgaste e revela custos da moradia que arcava sozinho.
Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça, na sala do apartamento, com a arma ainda na mão. O laudo do IML aponta traumatismo cranioencefálico grave por disparo encostado, e há marcas em rosto e pescoço, além de outros sinais de violência.
O oficial foi preso na manhã de 18 de março, em São José dos Campos, após pedido de prisão preventiva feito pela Polícia Civil. A Justiça Militar indicou indícios de alterações na cena do crime para ocultar a autoria, e a Justiça Comum expediu novo mandado de prisão na quinta-feira seguinte.
A defesa do tenente-coronel divulgou nota destacando a cooperação com as autoridades e contestando a competência de duas jurisdições. O texto afirma que o advogado atua para defender a honra do cliente e acompanhar a elucidação dos fatos.
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