Château-Grillet comemora 90 anos de reconhecimento de sua Denominação de Origem, concedida em 1936. O evento coincide com a presença do único domaine que produz vinhos sob essa AOC, no Vale do Rhône. O foco é o vinho branco tradicional da região, feito com uma única uva.
O jornalista acompanha a propriedade histórica e as mudanças em curso sob a gestão técnica de Aloïs Houeto. Ele discute vitrificação de práticas de vinificação modernas e o papel da vinha nesse legado centenário.
Aloïs Houeto assumiu em 2024-2025 e promove ajustes discretos, sem alterar a identidade do Château-Grillet. Entre as novidades, há plantio de árvores de sombra entre as vinhas e uso de cobertura vegetal para melhorar a retenção de água no solo arenoso de granítico.
Outra mudança relevante é a logística de colheita: a fruta chega a uma sala fria, facilitando o momento exato de colheita e prensagem. Cada parcela é vinificada separadamente em tanques de 10 hl, antes de blend.
Na vinificação, Houeto prioriza barris de 300 L para o grand vin, com apenas 5%-15% de madeira nova. Os vinos da Condrieu ou Côtes du Rhône não recebem esse estágio. O objetivo é manter a consistência histórica de Château-Grillet, já reconhecida desde 2014.
O novo gerente descreve a viticultura como observação diária, buscando melhorar detalhes mínimos. O foco é manter o equilíbrio entre tradição e inovação, sem mudanças radicais na abordagem da propriedade.
Contexto histórico revisitado: o proprietário Neyret-Gachet deve completar 200 anos de posse em 2027, após a compra da vinha pela família. Em 2048, a casa celebra 400 anos desde a chegada de Girard Desargues, precursor na produção de vinho local. A extensão de milênios de história vitivinícola na região também é mencionada como possível legado romano.
Château-Grillet mantém o foco na qualidade consistente desde 2014, com o estilo próprio de um dos nomes mais antigos do Rhône. O artigo não antecipa alterações profundas, ressaltando o cuidado com pequenas melhorias contínuas.
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