A partir de sábado 28, a galeria Claraboia, em São Paulo, inaugura a exposição coletiva O Drama da Forma. O projeto dialoga com o legado de Francisco Brennand (1927-2019) e integra a produção de cinco artistas contemporâneos: Bel Ysoh, Chacha Barja, Marina Woisky, Raphaela Melsohn e Ulrik López Medel, além de obras de acervo de Vicente do Rego Monteiro. A curadoria é de Rita Vênus.
A mostra ocupa o primeiro andar e fica aberta até 9 de maio. A cerâmica aparece como ponto de partida, e o fogo atua como agente de transformação. As peças revelam superfícies que parecem derreter, lembrando ovos, tentáculos e organismos em expansão.
A curadoria lê Brennand como pensador de um “drama” que ultrapassa o autor, transformando o espaço expositivo em cena onde volumes e vazios funcionam como forças. O projeto convida o visitante a perceber a instabilidade material das obras.
UMBO
No térreo, a galeria exibe também UMBO, mostra individual de Marcela Dias, em parceria com a galeria Marco Zero. O texto é assinado por Ariana Nuala.
Marcela Dias apresenta mais de 20 pinturas produzidas entre 2025 e 2026. As obras exploram a materialidade da pigmentação, com camadas, raspagens e diluições que revelam o percurso criativo da artista.
Apesar de linguagens distintas, as duas exposições da Claraboia compartilham interesse por processos em transformação contínua. O Drama da Forma permanece até 9 de maio, e UMBO até 2 de maio.
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