O estado de São Paulo registrou 770 presos que tiveram direito à primeira saída temporária de 2024 descumprindo as regras. Destes, 24 foram detidos em flagrante por crimes graves, como homicídio, estupro, violência doméstica e tráfico de drogas.
As ocorrências foram mapeadas pela Secretaria da Administração Penitenciária e pela polícia. Entre os casos de descumprimento, houve registros de fraudes, uso indevido de tornozeleiras e ausência de retorno ao sistema prisional.
Em relação aos crimes cometidos durante a saída, a maioria ocorreu em áreas urbanas. As regiões com maior número de incidentes foram Ribeirão Preto (166), Santos (159) e Campinas (135). Na capital paulista, houve 12 ocorrências.
A mudança legislativa de 2024 restringiu a saidinha a presos do semiaberto que estudam fora, mas não retirou o benefício para quem já estava no sistema. No estado, quase 30 mil detentos tiveram direito à saída temporária naquele ano.
Especialistas avaliam que há falhas nos mecanismos de vigilância e monitoramento. A cada caso de uso indevido, cresce o risco para a segurança pública e para a confiança da população nas regras de fiscalização.
Entre as respostas oficiais, as autoridades destacam a intensificação de rondas, o monitoramento de tornozeleiras e a apuração de cada episódio. A expectativa é de que as investigações resultem em ações disciplinares e pedagógicas para evitar novos descumprimentos.
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