O movimento nesta terça-feira envolve cerca de 30% dos docentes franceses, que deixaram as salas de aula para protestar contra cortes de vagas, fechamento de classes e salários baixos. A mobilização integra uma semana conjunta entre várias entidades sindicais, com foco em recursos e no orçamento de 2026.
Os docentes da educação básica participaram em maior peso, com cerca de um terço em várias áreas, segundo dados das entidades. Em nível secundário, a adesão foi menor, com percentuais variando entre 4% e 9%, dependendo do segmento. Ao todo, a greve envolveu trabalhadores de escolas de diferentes redes.
Contexto do protesto
Cerca de 4 mil vagas estariam previstas para o início do ano letivo de 2026, sendo 1.891 no ensino fundamental e 1.365 no ensino médio. A repressão demográfica é citada como pano de fundo para o movimento, com queda de matrículas que já se acentuou nos últimos anos.
Panorama regional e resposta oficial
Marseille, Lyon, Lille, Clermont-Ferrand e Saint-Denis de La Réunion registraram mobilizações expressivas, enquanto em Paris houve manifestação até o Ministério da Educação. Em Paris, as pessoas pediram reforços de recursos e melhoria das condições de ensino.
Posicionamento do governo
O ministro da Educação reconheceu queda populacional na França e afirmou que o governo busca minimizar impactos de fechamento de turmas, sinalizando ajustes nos próximos meses. Sindicatos, porém, dizem que a redução demográfica deve ser acompanhada por melhorias no ambiente escolar, especialmente no campo.
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