Católicos e protestantes costumam celebrar a Páscoa no próximo fim de semana. Diversas igrejas ortodoxas, porém, mantêm a data em uma semana posterior. A diferença não é acidental, envolve calendários e tradições.
A divergência remete a mudanças no calendário europeu: em outubro de 1582, dias entre 5 e 14 não existiram, pulando do dia 4 para o 15. O Papa Gregório XIII instituiu o calendário gregoriano, para alinhar o tempo civil ao movimento das estrelas.
Hoje, o calendário juliano fica 13 dias atrás do gregoriano. A Igreja Ortodoxa mantém usos diferentes para festas fixas e móveis, levando a datas distintas para a Páscoa em várias denominações.
Contexto histórico do calendário
A celebração da Páscoa deve ocorrer no mesmo dia para todos, definido como a primeira domingo após a primeira lua cheia da primavera. A diferença entre calendários estendeu esse alinhamento ao longo dos séculos.
Ao ocidente, a Igreja adotou o calendário gregoriano. No oriente, algumas tradições ortodoxas seguem o juliano para festas móveis, enquanto usam o reformado para eventos fixos, gerando datas divergentes. Em 1917, a Rússia mudou parcialmente a prática, mas não todas as celebrações seguiram o mesmo ritmo.
Como é celebrada
Na tradição ortodoxa, a Páscoa é celebrada com missa noturna, iniciando no sábado à noite e seguindo até a madrugada. O fiel acende a vela e o sacerdote entoa a frase Christ is risen, repetida pelos presentes.
Após o rito, é comum participar de jogos com ovos, incluindo ovos pintados de vermelho, que simbolizam sangue e ressurreição. Brincadeiras com ovos, pais e filhos, são parte de tradições que acompanham a data em várias culturas.
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