A Mendes Wood DM inaugura nesta terça-feira duas exposições simultâneas em seus espaços paulistanos: Sendo, primeira individual de Lygia Pape na galeria, e Uma folha translúcida no lugar dos olhos, de Daniel Steegmann Mangrané. As obras ficam em cartaz até agosto na Barra Funda e até maio na Casa Iramaia.
Sendo: Lygia Pape no dia em que completaria 99 anos. A mostra abre no 7 de abril, data de aniversário da artista (1927–2004). Pape, grande referência do Neoconcreto, reúne trabalhos que percorrem cinco décadas, incluindo obras raras e peças centrais de sua trajetória.
O destaque são as duas montagens de Ttéia, presentes nos dois espaços da galeria. Ttéia 1 b (2000) cria fios prateados que formam linhas de luz entre paredes. Em Barra Funda, Ttéia nº 7 (1991) usa pirâmides azuis iluminadas por lâmpadas azuis, com pó visível no piso.
Uma folha translúcida no lugar dos olhos: Steegmann Mangrané retorna a São Paulo. A exposição reúne pinturas, esculturas e hologramas que conectam orgânico, geométrico e perceptivo. Chamam a atenção as pinturas da série Folhas translúcidas (2026), com camadas de tinta sobre folhas encobertas por superfícies translúcidas.
Entre os hologramas, as imagens mudam conforme o deslocamento do público, sem se fixar completamente. A mostra marca a primeira apresentação de Mangrané na cidade desde 2018 e permanece até maio na Casa Iramaia. A curadoria mantém o foco em experimentação entre materiais, luz e percepção.
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