O Amazonas registrou mais de mil casos de acidentes com animais peçonhentos no início de 2026. Entre janeiro e março, houve 1.042 ocorrências, um aumento de 4,3% em relação ao mesmo período de 2025. Os dados são da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas.
As áreas alagadas pelo período de chuvas forçam cobras, escorpiões e aranhas a buscar abrigo próximo às residências, elevando o risco de encontros com a população. As informações são consolidadas pela Gerência de Zoonoses da Diretoria de Vigilância Ambiental.
Na primeira etapa de 2025, foram 999 acidentes; em 2026, subiram para 1.042. A diretora-presidente da fundação, Tatyana Amorim, orienta atendimento médico imediato em casos de picadas, sem automedicação, para ampliar as chances de recuperação.
Municípios com mais registros
Durante os três primeiros meses de 2026, Manaus teve 153 ocorrências, seguido por Tefé (56), Itacoatiara (55), Coari (47) e Presidente Figueiredo (44). Serpentes concentraram 573 dos casos, seguidas por escorpiões (148) e aranhas (113).
Outros animais envolvidos incluem abelhas e lagartas, conforme monitoramento da FVS-RCP. As informações ajudam a orientar ações de vigilância e prevenção nas cidades da região.
Prevenção é essencial
A fundação recomenda manter ambientes limpos e sem acúmulo de lixo e entulho. Em áreas de risco, usar EPIs como botas, luvas e perneiras. Verificar roupas e calçados antes do uso e realizar inspeções constantes em quintais, jardins e dentro de casa.
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