O guarda civil Reginaldo Alves Feitosa, 54 anos, informou que o disparo que tirou a vida do entregador de app Douglas Renato Scheeffer Zwarg, 39, foi acidental. O caso aconteceu na sexta-feira, 10, na região do Parque do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo. A abordagem ocorreu durante patrulha da Guarda Civil Metropolitana após alerta de um vigilante sobre possíveis furtos de celulares por ciclistas.
Segundo Feitosa, a viatura parou ao lado da bicicleta elétrica em que Douglas pedalava, com o motorista abrindo a porta para iniciar a abordagem. O subinspetor afirma que o entregador perdeu o equilíbrio ao encostar na porta e que, nesse momento, a pistola que ele segurava disparou sem intenção. Ele disse ainda não ter percebido o dano causado ao ciclista e imaginou que o tiro quisesse atingir um barranco próximo.
Após a colisão, Douglas ficou sob a bicicleta elétrica e queixou-se de fortes dores nas pernas. Os guardas acionaram o socorro, acreditando tratar-se de acidente de trânsito causado pela colisão com o veículo. A bala só foi identificada pela ambulância de resgate cerca de 30 minutos depois, com duas perfurações no corpo da vítima. Douglas não resistiu aos ferimentos e faleceu no local.
Situação processual e desdobramentos
O subinspetor Feitosa foi autuado em flagrante por homicídio culposo, mas foi liberado para responder em liberdade após pagamento de fiança. A Secretaria Municipal de Segurança Urbana informou que o guarda foi afastado das funções operacionais e responderá a processo administrativo. As investigações seguem para esclarecer as circunstâncias do disparo e a versão apresentada pelo policial.
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