Minas Gerais registrou mais de 9 mil denúncias de violência contra crianças e adolescentes entre janeiro e o início de abril de 2026, segundo o Disque 100, do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Os números refletem registros oficiais do governo federal.
Desse total, 6.258 denúncias indicam violência ocorrendo dentro da residência da vítima. O estado figura entre os que apresentaram maior volume de notificações no período, em meio a 89.297 denúncias no Brasil.
Belo Horizonte concentrou 1.832 denúncias de violação de direitos humanos envolvendo menores até o momento. Dados foram atualizados em 6 de abril e integram estatísticas oficiais do Ministério.
Casos recentes e contexto
No dia 7 de abril de 2026, um bebê de 1 ano e 8 meses morreu após sofrer maus-tratos. A mãe, Laryssa Dayana Vidal Vieira, de 26 anos, foi presa junto ao padrasto, Guilherme Henrique Avelino Maia, de 32, no dia 8, após a confirmação de causa. A polícia informou que a mãe inicialmente negou maus-tratos.
A Justiça já indicou o padrasto por homicídio qualificado por motivo torpe e meio cruel, com agravante por vitimizar menor de 14 anos. A mãe foi autuada por maus-tratos qualificados pelo resultado morte, com indícios de omissão.
Em 2025, Minas registrou 33.046 denúncias de violência contra crianças e adolescentes, com 198.250 violações. Desse total, 21.926 jovens sofreram violência na mesma casa onde residem com a vítima e o agressor.
A violação de direitos pode incluir maus-tratos, tráfico, exploração sexual, trabalho infantil e outras formas de violência. Casos de agressões a menores também ganharam repercussão com eventos isolados, como agressão a bebê supostamente confundida com um “bebê reborn” em Belo Horizonte, registrado em junho de 2025.
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