O caso de Carolina Beatriz de Deus Maciel, 21 anos, ocorrido no Minas Center Park, em Itabirito (MG), acendeu o debate sobre a segurança de parques de diversão. A vítima sofreu traumatismo cranioencefálico grave e parada cardiorrespiratória ainda no local. A morte foi confirmada no parque, após tentativas de reanimação.
O acidente ocorreu na noite de sábado, 11 de fevereiro, quando o brinquedo conhecido como “minhocão” apresentou falha durante o funcionamento. Segundo testemunhas, o primeiro vagão descarrilou em uma curva e capotou, arremessando quatro ocupantes. Carolina teve pior estado e não resistiu.
Durante audiência de custódia, a Justiça manteve presos o operador do brinquedo, de 24 anos, e um dos donos do parque, de 45, em regime preventivo. Indícios apontam ausência de documentação de segurança e falhas na operação. A magistrada destacou que o equipamento tinha apenas uma barra de contenção, sem dispositivos adicionais.
Investigação e fiscalização
A investigação envolve perícia da Polícia Civil e análise de laudos técnicos para confirmar falhas mecânicas, manutenção ou responsabilidade na operação. O caso também mira a possível omissão de documentos de segurança e falhas no controle de uso da atração.
O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG) informou que o parque possuía responsável técnico habilitado e ART registrada. Uma nova vistoria foi realizada e os materiais serão encaminhados à Câmara Especializada para avaliação ética e técnica da conduta envolvida.
A Prefeitura de Itabirito confirmou alvará válido para funcionamento. O parque foi interditado e a prefeitura acompanha o desdobramento. O Corpo de Bombeiros irá avaliar se as exigências de segurança estavam sendo cumpridas no momento do acidente.
Acidentes em parques pelo Brasil
Em fevereiro, outra ocorrência chamou a atenção: em Cocal (PI), uma mulher sofreu gravemente após cair de uma roda-gigante durante o funcionamento. Ela recebeu socorro do SAMU e segue internada no HEDA, em Parnaíba.
O Simão Center Park, em nota, afirma que o acidente não está relacionado à estrutura ou ao funcionamento do brinquedo e que o parque mantém documentação regular e normas de segurança. Alega que a vítima teria forçado a cadeira ao descer.
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