O Dia Nacional de Prevenção ao Afogamento Infantil é celebrado em 14 de abril. A data homenageia Susan, filha de Alex Delgado, que morreu aos 2 anos após se afogar em uma piscina nos Estados Unidos. O pai transformou a dor em mobilização pública.
Há nove anos, ao retornar a casa, em Orlando, Alex encontrou policiais e bombeiros no local. Em entrevista à Crescer, ele lembra o momento em que tentavam reanimar a filha e descreve a dor extrema que marcou sua vida. A tragédia motivou ações de prevenção.
Susan faleceu após ser levada ao hospital, sem recuperação. O episódio levou à criação do Dia Nacional de Prevenção ao Afogamento Infantil, oficializado pela Lei 14.936, em 2024, com o objetivo de ampliar informações sobre riscos e prevenção.
O dia que mudou tudo
Natural de São Paulo, Alex vive nos EUA desde 2011. A filha nasceu três anos após a sua mudança. A piscina da casa ficava em área gourmet, com porta e cerca que deveriam impedir o acesso, mas Susan conseguiu alcançá-la após uma distração de quem visitava a residência.
Ela foi encontrada inconsciente na piscina, levando os pais a uma busca desesperada por socorro. Mesmo com atendimento hospitalar imediato, a menina não resistiu após longas horas de tratamento. O pai descreve a dor como o auge de uma perda.
Para ressignificar a história, Alex criou o projeto Susan Forever, em 2019. A iniciativa atua na divulgação de informações sobre afogamentos e na realização de palestras para conscientizar famílias sobre prevenção e primeiros socorros.
Lições e mensagens
Alex reforça que bastam segundos para uma tragédia. Ele orienta aos cuidadores manter vigilância constante, evitar distrações com celular e não delegar responsabilidades a pessoas sem capacitação. A preservação da segurança infantil é o foco de sua atuação.
Entre as recomendações estão: monitoramento próximo em praias e piscinas, não deixar recipientes com água destampados, uso adequado de coletes salva-vidas e cercamento seguro de piscina. A ideia é reduzir incidentes e sequelas graves.
Dicas para prevenir o afogamento
- Olhar atento: crianças não devem ficar sozinhas em água, inclusive em banheiras. Recipientes com água devem ficar vazios e virados para baixo.
- Colete salva-vidas: prioridade na piscina ou praia, sempre com supervisão de um adulto.
- Piscinas cercadas: cercas altas, portas protegidas e piso antiderrapante ao redor.
- Colocar a criança na natação: a prática pode começar cedo, mas a supervisão é indispensável a qualquer momento.
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