O Aeroporto Internacional de Guarulhos enfrenta uma sequência de furtos. Entre janeiro e fevereiro, foram registradas 281 ocorrências no saguão e em áreas adjacentes. Em 2025, o total no local já supera 1.600 casos desse tipo.
O caso do chileno Winton Fuentes ganhou notoriedade após ser apreendido 12 vezes pela equipe policial do aeroporto, envolvendo furtos repetidos. Segundo especialistas, a pena de furto pode chegar a quatro anos de reclusão, somada a multa.
Persistem entraves processuais que dificultam a aplicação da punição. A audiência de custódia acontece após a prisão, e, pela gravidade ou pela prática reiterada, há debate sobre a eventual liberdade provisória. A depender do histórico, muitos casos não avançam para condenação.
Além disso, há questionamentos sobre a estratégia de fiscalização e sobre como o sistema de justiça trata acordos de não persecução penal em furtos sem violência. A avaliação ainda envolve o fluxo de pessoas no aeroporto e a necessidade de controle de acesso mais eficaz.
Contexto de segurança e medidas
Em entrevistas, analistas destacam a importância de reforçar a vigilância e transformar procedimentos de bagagens para reduzir furtos. A agência reguladora Nacional de Aviação Civil é citada como responsável por orientar melhorias no controle de acesso e na fiscalização.
Especialistas ressaltam que ambientes com alta circulação exigem estratégias consistentes de prevenção, com cooperação entre autoridades, órgãos de segurança e operadores do aeroporto. A atualização de protocolos é apontada como fundamental para reduzir incidentes e aprimorar a segurança dos passageiros.
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