O ano de 2026 tende a marcar a relação entre proteção infantil e mundo digital. Em Los Angeles, denunciar uso desregulado de público menor de 13 anos levou Google e Meta a serem levadas a julgamento. A defendida é a responsabilização das plataformas e dos adultos.
A educadora Priscilla Montes destaca que o debate não se resume a custos ou questões morais. Ela aponta uma dimensão estrutural, que envolve não apenas crianças, mas quem as educa e como ocupam o tempo livre.
Para Montes, a discussão exige mediação parental e escolar, não proibição total. Ela ressalta a necessidade de conteúdos regulados pelas plataformas e de ambientes digitais mais seguros, com participação das famílias.
É possível promover tecnologia sem excluir crianças. Montes defende limites claros, entrecortados por orientação pedagógica, para evitar que a exposição digital ultrapasse o desenvolvimento infantil.
Sociedade pode contribuir
Dados da adoção de regras nas escolas brasileiras aparecem como referência. A Lei 15.100/2025 proibiu celulares em ambiente escolar, com impactos observados na rotina diária.
Relatórios de redes educacionais mostram mudanças: uso de pátios e bibliotecas aumentou, enquanto a interação presencial cresceu entre estudantes. A prática educativa passa pela participação de famílias e escolas.
Relatórios internacionais, como o PISA, indicam que uso frequente de celulares pode prejudicar o rendimento. Notificações costumam atrapalhar a concentração, reforçando a importância de mediação e foco acadêmico.
O efeito de políticas públicas depende de compromisso compartilhado. Montes afirma que pais, escolas e sociedade precisam sustentar estratégias para reduzir impactos digitais fora do ambiente escolar.
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