O julgamento da maior chacina do DF, que tirou a vida de 10 pessoas de uma mesma família, segue no Fórum de Planaltina. Nesta quinta-feira (16/4) entrou no quarto dia de sessão, com os promotores e advogados de acusação falando por três horas, seguidos pela sustentação das defesas.
Os cinco réus são alvo de interrogatórios. O último a falar foi Carlos Henrique, que negou participação nos homicídios. Ele contou ter sido convidado por Carlom dos Santos para um assalto contra Thiago Belchior, vítima na chácara de Marcos Antônio, pai de Thiago, com remuneração de 5 mil reais.
De acordo com o depoimento, o plano era somente apreender o celular e o cartão de Thiago. Gideon Batista e Horácio Carlos teriam arquitetado a ação; Horácio também teria se passado pela vítima para encenar. Carlos disse ter recebido adiantamento de 2 mil reais e que o restante seria pago depois, mas foi bloqueado no WhatsApp ao cobrar os 3 mil restantes.
Carlos afirmou ainda que, ao fim, arrependeu-se. Segundo ele, poderia ter recebido os 5 mil trabalhando de forma legal e negou ter matado alguém. O depoimento ocorreu na continuidade dos interrogatórios, apontando versões sobre o planejamento do crime.
Debates em andamento
Nesta quinta, promotores e acusação falarão por três horas. Depois, as defesas terão a montagem de uma sustentação de igual duração, para apresentar suas linhas de defesa. Em planilha de atuação, o júri avança para as etapas de debates após encerrar os interrogatórios dos réus.
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