Beirute celebra 60 anos como símbolo da memória afetiva de Brasília. Na noite de ontem, as unidades da Asa Sul e da Asa Norte receberam jovens, frequentadores antigos, famílias e curiosos para celebrar o aniversário e a história da capital. A celebração segue até sábado, com programação cultural, música e ações especiais.
A abertura reuniu gerações em torno do bar, que acompanhou a expansão de Brasília desde a década de 1960. A casa nasceu quando a cidade recém-formada oferecia opções de lazer ainda limitadas e se manteve atuante ao longo das décadas, mantendo o espírito de convivência, debate e encontro.
Exposição Beirute 60 anos
Em parceria com o Correio, a mostra histórica reúne reportagens e imagens que ajudam a entender como o Beirute deixou de ser apenas restaurante para se tornar espaço de vida cultural na cidade. A exposição destaca momentos marcantes e a relação com a população local.
Francisco Emílio Dantas Marinho, representante da segunda geração à frente do negócio, ressaltou o legado familiar e a ligação do Beirute com a cidade. Segundo ele, o espaço conecta pessoas e gerações, mantendo a essência mesmo diante de mudanças. Brasília é descrita como viva, com o Beirute como referência.
Marcelo Marinho, filho de um dos fundadores, enfatizou o papel de ponte entre públicos distintos. O objetivo é manter o atendimento e o afeto que caracterizam o espaço ao longo dos anos. Já Célio Marinho destacou a relação com o público como elemento central do sucesso.
Memória e participação
O poeta Nicolas Behr, presente na comemoração, classificou o Beirute como espaço essencial para a vida simbólica de Brasília, enfatizando o papel de encontro e de humanização da cidade. Frequentador desde os anos 1970, ele aponta a permanência do movimento cultural.
Entre os presentes, o casal de frequentadores veteranos José e Jacinta Dias e a amiga Inês Santos relembraram a trajetória do espaço. Eles destacaram a continuidade das reuniões, dos encontros com amigos e da convivência que o Beirute proporciona.
Cilene Vieira, gestora do Cedoc do Correio, explicou que a exposição compila décadas de cobertura jornalística para contar a história do Beirute. Ela ressaltou que o bar acompanhou momentos decisivos de Brasília e continua como espaço de resistência, celebração e encontro.
Para a diretora do Cedoc, a diversidade de Brasília é refletida no Beirute, que reúne pessoas de diferentes origens e idades. A continuidade do legado é vista como prioridade para as próximas gerações, mantendo o atendimento acolhedor e a qualidade da comida.
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