Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

O novo LACMA pode reescrever a história da arte

LACMA inaugura as Geffen Galleries, redefinindo a história da arte com leitura global e espaços flexíveis, em meio a controvérsias sobre o projeto

Exterior view of LACMA's new David Geffen Galleries, as seen when looking northwest from Wilshire Boulevard. At left is Tony Smith’s *Smoke* (1967).
0:00
Carregando...
0:00

A nova Galerias David Geffen, incluindo o campus de LACMA, abre aos membros em 19 de abril e ao público em 4 de maio. A meta é apresentar uma visão não linear da história da arte, com obras de diversas regiões e séculos em interação contínua.

O projeto reimagina o museu em uma única planta. O custo total ficou em 724 milhões de dólares, com aporte de 125 milhões de dólares do Condado de LA. A construção iniciou há 25 anos, com intervenções de Renzo Piano e, posteriormente, de Peter Zumthor.

A gestão de Michael Govan, que chegou em 2006, liderou as mudanças, enfrentando críticas ao longo do caminho. Mudanças de projeto para atender a relatórios ambientais reduziram espaço expositivo em 10 mil pés quadrados, mas o objetivo de uma experiência única foi mantido.

Arquitetura e experiência

Zumthor criou um edifício de concreto com janelas que envolvem o espaço expositivo e paredes únicas em cada galeria. A estrutura suporta um balanço de cinco pés para manter a integridade, sem paredes falsas.

A ambientação integra madeira, aço e sistemas de climatização discretos. As fachadas translúcidas permitem visão do entorno de Los Angeles e destacam a relação entre interior e exterior.

Organização das obras

A curadoria não impõe hierarquias tradicionais. Obras de 15 departamentos podem ocupar qualquer espaço, com itens de vestuário e têxteis tendo destaque. A rotatividade de peças é prevista, mantendo a coleção permanente dinâmica.

O acervo permanente recebe pouca restrição de empréstimos, dando liberdade para intercâmbios curators. A ideia é favorecer a circulação de obras e a experimentação dentro do espaço.

Exposições e temas

A mostra inicial conta com 78 seções temáticas, sem uma narrativa única, centradas na ideia de fluxo oceânico. Um dos eixos, intitulado Car Culture, reúne automóveis, pinturas, fotografias e objetos ligados ao consumo de carros.

Há também espaços que conectam a arte europeia com tradições ameríndias, africanas e oceânicas. Um exemplo é a sala Transatlantic Exchange, que relaciona o tráfico transatlântico de escravos a obras que abordam esse período.

Obras marcantes e futuro da instituição

Entre os destaques estão peças de Francis Bacon, Matisse, e instalações contemporâneas de artistas como Lauren Halsey e Rafa Esparza. O espaço exibe cerca de 1.700 objetos, com expectativa de chegar a 2.500 até o verão.

A expectativa é que novas já previstas aquisições e empréstimos engrossem o acervo ao longo do ano. A inauguração marca uma mudança significativa na forma de apresentar coleções globais, sem privilegiar uma região específica.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais