A atriz Nicole Kidman confirmou, no começo de abril, que está estudando para ser uma doula da morte. A prática, ainda pouco conhecida, ganha visibilidade ao redor do mundo, especialmente nos Estados Unidos, onde tem crescido.
Kidman disse que passou a buscar formação após experiências com a perda de seus pais. Ela mencionou sentir a necessidade de oferecer apoio emocional mais presente a pessoas em fase terminal, além de acolhimento aos familiares.
A função das doulas do fim da vida, ou end of life doulas, é auxiliar pacientes e familiares sem substituir médicos ou equipes de cuidados paliativos. O trabalho foca em conforto emocional, espiritual e social, leitura, rituais de despedida e presença contínua.
Segundo a Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), o papel é ampliar o cuidado já praticado por equipes técnicas, proporcionando suporte ao significado da vida e ao luto. O objetivo é reduzir ansiedade e tornar o momento de fim de vida mais acolhedor para todos.
No Brasil, a atuação ainda não está regulamentada nem amplamente difundida. A ANCP aponta que o conceito pode ser incorporado de forma gradual dentro dos cuidados paliativos, com foco na qualidade de vida e na dignidade do paciente.
Ainda de acordo com a ANCP, a doula da morte atua como suporte complementar, sem substituir profissionais de saúde. O acompanhamento pode incluir conversas, apoio para sinais do processo de fim de vida e orientação para o luto.
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