Aos 29 anos, Assíria Macêdo, extensionista de cílios de Fortaleza, teve a vida destruída pelo vício em apostas online. Em um vídeo com mais de 200 mil visualizações, ela narra perdas financeiras, fim do casamento e queda na saúde mental. O relato funciona como alerta público.
Segundo Assíria, o envolvimento com plataformas de apostas começou há cerca de quatro anos, impulsionado por promessas de ganhos rápidos. Os primeiros retornos chegaram entre R$ 10 mil e R$ 15 mil, o que a levou a continuar apostando.
Com o tempo, a prática evoluiu para compulsão, fazendo com que qualquer valor disponível fosse investido no jogo. Dívidas atuais estariam em torno de R$ 50 mil, incluindo empréstimos com agiotas, segundo a própria vítima.
O impacto atingiu também a família. O marido tentou ajudar, mas acabou prejudicado; eles se separaram. Os pais venderam imóveis para cobrir as dívidas, e a família hoje vive sem patrimônio.
A situação piorou a saúde mental de Assíria, com ansiedade, insônia e medo constante. Ela afirma não conseguir dormir e relata que o estresse impede sair de casa ou manter a rotina de trabalho. A jovem busca tratamento.
SUS amplia atendimento para dependentes de jogos online
O SUS informou, em março, a ampliação do atendimento a dependentes de jogos e apostas. Um teleatendimento em saúde mental passou a funcionar pelo My SUS Digital, disponível 24 horas.
O serviço atende maiores de 18 anos, familiares e rede de apoio. A capacidade inicial é de até 600 atendimentos mensais, com cadastro que inclui autoteste para indicar o nível de risco.
Caso o risco seja moderado ou grave, o encaminhamento ocorre automaticamente para acompanhamento especializado. Em risco menor, a orientação é buscar atendimento presencial na Rede de Atenção Psicossocial.
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