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Recém-nascido encontrado em caixa com bilhete é socorrido, investigação em curso

Bebê encontrado em caixa de papelão em Pernambuco permanece estável e recebe cuidados multidisciplinares; será encaminhado a casa-abrigo em Recife durante investigação de abandono

Foi revelado o que aconteceu ao recém-nascido achado na caixa de papelão
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Foi encontrado um recém-nascido dentro de uma caixa de papelão, com um bilhete arrecadado junto a ele. O caso ocorreu no dia 2 de abril, em uma rua da cidade de Barra de Guaribara, no agreste de Pernambuco. O bebê tinha poucas horas de vida e permanecia coberto por uma manta azul.

O bilhete, segundo informações oficiais, seria escrito pela mãe biológica. Nele, a pessoa afirma ter nascido no dia 2 de abril pela manhã, por volta de 7h30, e menciona que não tem condições de cuidar do filho. Diz ainda ter pedido para adoção, mas que acabou deixando a criança na rua. Não houve confirmação de identidade da autora.

O bebê foi levado para o Hospital da Mulher do Agreste, em Caruaru, pesando 3,9 kg e com estado de saúde estável. A equipe médica informou que, apesar de as condições no momento terem sido precárias, o quadro atual é de evolução favorável, com cuidados para alimentação e desenvolvimento.

Situação atual do recém-nascido

A direção do hospital afirma que o bebê permanece internado e vem apresentando evolução clínica positiva. Como houve ruptura precária do vínculo materno, a instituição atua com uma equipe multidisciplinar para estabelecer alimentação adequada e suporte fonoaudiológico.

O hospital confirmou que o bebê deverá ser encaminhado a uma casa-abrigo no Recife, seguindo orientação da vara da infância responsável pelo caso. A transferência ainda depende de avaliação e organização das redes de acolhimento.

Investigação e contexto legal

A Polícia Civil investiga o caso como abandono de incapaz, já que não houve identificação dos pais ou de outros familiares até o momento. Especialistas ouvidos pela imprensa ressaltam a importância do sigilo no acolhimento para evitar estigmatização, preservando a segurança da criança. Não há informações públicas sobre responsáveis ou possíveis responsáveis pelo ato.

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