O Tribunal do Júri de Planaltina condenou cinco réus pela maior chacina já registrada no Distrito Federal. Os crimes envolveram homicídio qualificado, extorsão mediante sequestro, ocultação de cadáver, corrupção de menores e associação criminosa armada. As condenações foram concluídas na noite de sábado, após seis dias de julgamento, com as penas somadas superando mil anos de reclusão.
Entre os réus, Gideon Batista de Menezes recebeu a maior pena, de 397 anos, oito meses e quatro dias de prisão, mais um ano e cinco meses de detenção. Carlomam dos Santos Nogueira foi condenado a 351 anos, um mês e quatro dias, além de 11 meses de detenção. Horácio Carlos Ferreira Barbosa recebeu 300 anos, seis meses e dois dias, mais um ano de detenção. Fabrício Silva Canhedo teve pena de 202 anos, seis meses e 28 dias, mais um ano de detenção. Carlos Henrique Alves da Silva foi condenado a dois anos de reclusão por cárcere privado.
As investigações apontaram que, entre outubro de 2022 e janeiro de 2023, quatro réus formaram grupo para tomar a chácara Quilombo, em Itapoã, e roubar dinheiro da família de Marcos Antônio Lopes de Oliveira. O plano previa matar a vítima e sequestrar parentes. Em 27 de dezembro, Marcos, a esposa e a filha foram rendidos, tiveram cerca de R$ 49,5 mil roubados e foram levados a um cativeiro em Planaltina, onde Marcos foi assassinado e enterrado.
Nos dias seguintes, as mulheres permaneceram presas e seus celulares foram usados para atrair familiares. Entre 2 e 4 de janeiro, outras parentes foram sequestradas e levadas ao mesmo local. O filho de Marcos também foi capturado. O grupo ainda planejou nova emboscada: levaram a esposa e três filhos pequenos a Cristalina (GO), onde todos foram mortos e os corpos incendiados dentro de um carro.
Após os homicídios, a quadrilha buscou ocultar os crimes. Duas mulheres foram levadas a Unaí (MG), assassinadas e os corpos queimados. No dia seguinte, mais três vítimas foram executadas a facadas e jogadas em uma cisterna. Objetos das vítimas foram incendiados no cativeiro para dificultar as investigações.
No total, a condenação envolve homicídio qualificado, extorsão qualificada pela restrição da liberdade, extorsão mediante sequestro com resultado morte, ocultação e destruição de cadáver, corrupção de menores, cárcere privado, fraude processual e associação criminosa armada. Os réus permanecem presos, com regime de cumprimento definido pela Justiça.
As defesas podem recorrer da decisão, mas a condenação já está estabelecida por júri. A reportagem do Terra busca contatos das defesas para eventual posicionamento.
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