O governo do Reino Unido planeja criar uma proibição legal de smartphones em escolas na Inglaterra. A ministra da Educação, Baroness Jacqui Smith, informou à Câmara dos Lordes que o governo apresentará uma emenda ao projeto de lei sobre bem-estar infantil e escolas para estabelecer uma obrigação legal às instituições de ensino.
Segundo o Departamento de Educação (DfE), a medida conferiria força legal ao que as escolas já praticam na prática, com a ideia de tornar a orientação vigente de forma obrigatória. A iniciativa difere de propostas de proibição total defendidas por alguns membros da oposição.
Em outra frente, a secretária de Educação, Bridget Phillipson, havia solicitado que as escolas seguissem uma orientação recente de manter os telefones fora do uso durante o dia letivo. O governo pretende colocar essa orientação em fundamento legal, exigindo conformidade das instituições.
A reação de integrantes da oposição foi mista. A secretária de Educação da oposição elogiou a notícia, afirmando que a medida beneficiaria diretores, pais e alunos. Ela destacou que o governo havia demorado, mas que o passo era adequado para melhorar o comportamento e o desempenho.
Baroness Smith explicou que a orientação sobre manter os telefones desligados ou guardados deixa de ser apenas opcional, e que o governo está aberto a tornar a medida mais rigorosa quando necessário. Em escolas, já há opções como uso de armários ou bolsos magnéticos para celulares.
Ainda não foram divulgados os detalhes da emenda proposta nem a data exata de sua publicação. O governo indicou que nenhuma decisão final foi tomada sobre o formato definitivo da regra.
As reações de partidos menores também chegaram à tona. O Lib Dem pediu garantias de apoio financeiro e de assistência para as escolas durante a transição. A sigla ressaltou que a medida representaria uma vitória para alunos, professores e famílias ao pressionar o governo pela implementação efetiva.
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